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	<title>criança - Dra. Marice El Achkar Mello - Dermatologia Pediátrica em Florianópolis</title>
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	<description>Dermatologista especializada no diagnóstico e tratamento da pele de bebês, crianças e adolescentes.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 07 Feb 2019 17:21:36 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
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		<title>Como cuidar da criança com febre</title>
		<link>https://maricemello.com.br/blog/como-cuidar-da-crianca-com-febre/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[E-saúde]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Feb 2018 18:34:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[antitérmico]]></category>
		<category><![CDATA[automedicação]]></category>
		<category><![CDATA[banho]]></category>
		<category><![CDATA[bebê]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[febre]]></category>
		<category><![CDATA[medicamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando tem uma criança com febre em casa, os pais ficam muito apreensivos. O que é preciso entender, antes de mais nada, é que a febre é algo, de certa forma, benéfica para o organismo, pois a elevação da temperatura...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando tem uma criança com febre em casa, os pais ficam muito apreensivos. O que é preciso entender, antes de mais nada, é que a febre é algo, de certa forma, benéfica para o organismo, pois a elevação da temperatura ajuda o corpo a combater infecções.</p>
<p>A dúvida seguinte, geralmente, é: será que é algo grave? Essa preocupação leva os pais a monitorarem constantemente a temperatura dos filhos. Muitos têm em casa termômetros de orelha ou digitais.</p>
<p>A utilização do termômetro de mercúrio é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Inclusive, ele não pode mais ser mais fabricado, importado ou comercializado para o Brasil. A determinação foi motivada pelo risco que a substância representa para a saúde e o meio ambiente.</p>
<h2>Saiba em que momento se preocupar com a criança com febre</h2>
<p>Considera-se febre a temperatura axilar acima de 37,2ºC. Ao querer baixar a temperatura antes dela chegar a 37,8ºC pode-se estar combatendo algo que está fazendo bem ao organismo e o ajudando.</p>
<p>Enquanto a temperatura não chega a ser maior de 38,5ºC, os pais devem, somente, observar. Acima disso, a criança começa a ficar incomodada, portanto, é hora de intervir para amenizar o desconforto da criança com febre.</p>
<p>O tratamento deve ser feito com o medicamento antitérmico indicado pelo pediatra para essas ocasiões. Converse com o médico caso nenhum tipo desse remédio tenha sido prescrito para a criança, ainda. Independentemente da situação, a <a href="http://www.anvisa.gov.br/propaganda/folder/uso_indiscriminado.pdf" target="_blank" rel="noopener">automedicação</a> nunca é recomendada.</p>
<p>Outra coisa, muito importante, é consultar o pediatra sobre a dose que deve ser administrada quando os pais não se recordam qual orientação foi dada pelo médico e não detêm mais a prescrição do medicamento. De forma alguma deve-se confiar apenas nas informações que constam na bula do remédio.</p>
<p>Levar a criança para o banho também é uma forma de ajudar a baixar a febre. Além disso, é uma maneira de não precisar medicar a criança com tanta frequência. Mas, atenção para a temperatura da água: ela não deve estar gelada. O ideal é que esteja entre morna e fresca.</p>
<p>É importante que a criança com febre, com idade superior a seis meses de vida, consuma água, pois a elevação da temperatura causa desidratação devido a grande perda de água que ocorre. Assim, a água é fundamental e faz parte do tratamento.</p>
<p>O que os médicos observam muito em uma criança com febre é seu estado geral. Ou seja, caso, mesmo com a temperatura corporal elevada, a criança está brincando como sempre faz e alimentando-se bem, não há muito com o que se preocupar.</p>
<p>Porém, quando a criança mudou o seu comportamento em função da febre, perdeu o apetite e o interesse em brincar, e, além disso, apresenta outros sintomas, como vômito e tosse, ela precisa ser examinada. É importante conversar, primeiro, com o pediatra responsável pelo <a href="https://maricemello.com.br/blog/consultas-de-rotina-da-crianca/" target="_blank" rel="noopener">acompanhamento da saúde dela</a>. Na falta de contato, a opção é buscar um plantão médico infantil para cuidar da criança com febre.</p>
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		<title>Cuidados com a pele das crianças no verão</title>
		<link>https://maricemello.com.br/blog/cuidados-com-a-pele-das-criancas-no-verao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Marice Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Dec 2017 12:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[bebê]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[hidratação]]></category>
		<category><![CDATA[mosquitos]]></category>
		<category><![CDATA[protetor solar]]></category>
		<category><![CDATA[repelente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com a chegada do calor, os cuidados com a pele das crianças no verão precisam de atenção. Nesta época, as crianças voltam a usar roupas leves e curtas, e a pele fica mais exposta ao ambiente. No verão, a radiação...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com a chegada do calor, os cuidados com a pele das crianças no verão precisam de atenção. Nesta época, as crianças voltam a usar roupas leves e curtas, e a pele fica mais exposta ao ambiente. No verão, a radiação solar fica mais quente e voltamos a nos preocupar com o uso do protetor solar. As estações quentes também propiciam nosso contato com os insetos e precisamos nos proteger deles.</p>
<h2>Proteção solar na infância: é um dos cuidados com a pele das crianças no verão que deve ser levado para a vida</h2>
<p>Segundo o Consenso de Fotoproteção da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), ninguém deve se expor ao sol sem proteção solar, mesmo nos horários recomendados (antes das 10h e após as 16h) ou em dias nublados. O uso do filtro solar, roupas, chapéus e outros acessórios que nos protegem da radiação solar deve ser um hábito diário em qualquer idade. A exceção são os <a href="https://maricemello.com.br/blog/protetor-solar-para-bebes-qual-e-a-recomendacao/" target="_blank" rel="noopener">bebês com até seis meses de vida</a>.</p>
<p>Em crianças com menos de seis meses não é indicado passar protetor solar. Nessa fase da vida, é preciso recorrer a outras formas de proteção. Barreiras físicas (guarda-sol, roupas, preferencialmente brancas, e chapéu) que impeçam os raios de sol de incidirem sobre a pele do bebê costumam funcionar bem nessa situação.</p>
<p>Depois dos seis meses já é permitido utilizar o filtro solar. O certo é aplicar um produto que seja adequado à faixa etária, assim, reduz-se a chance de ocorrer alguma irritação na pele devido aos componentes da fórmula.</p>
<p>O fator de proteção solar (FPS) não deve ser menor que 30, e proteger dos raios UVA e UVB. Mesmo que a criança esteja usando o filtro, a produção de <a href="https://maricemello.com.br/blog/banho-de-sol-e-com-ou-sem-protetor-solar/" target="_blank" rel="noopener">vitamina D</a> não será prejudicada. Já se sabe que manter apenas as mãos e o rosto em contato com o sol, três dias na semana, por 15 minutos cada dia, é o suficiente para que o organismo produza a vitamina D de que necessita. Assim, os pais não precisam se preocupar em tirar a roupa do bebê e colocá-lo para tomar sol todos os dias. Só têm de levar a criança para passear ou brincar ao ar livre algumas vezes por semana. Isso faz bem não só para o organismo, mas também para o desenvolvimento integral da criança.</p>
<p>O protetor solar deve ser aplicado 30 minutos antes de ocorrer a exposição ao sol. Também lembre de:</p>
<ul>
<li>aplicar o protetor solar com generosidade. A quantidade precisa ser a suficiente para cobrir toda a pele.</li>
<li>Reaplicar o filtro solar a cada duas horas.</li>
<li>Passar novamente o protetor solar sempre que a criança suar muito ou entrar na água, mesmo que conste no rótulo que o produto é à prova d’água.</li>
</ul>
<p>As roupas e bonés feitas de tecido com filtro solar são mais um aliado, já que barram os raios ultravioletas.</p>
<p>A incidência direta dos raios solares pode ser barrada por um guarda-sol. Mas, mesmo que a criança aceite permanecer na sombra deste, não dá para dispensar o uso do protetor solar porque parte da irradiação vem do chão, afetando a pele.</p>
<p>Quanto mais clara é a pele, mais cuidados exige. O sol que pegamos na infância corresponde a 80% do sol de toda a nossa vida. Habituar as crianças a usar o protetor solar diariamente contribui para que tenham uma vida mais saudável, já que a utilização do produto é uma forma de prevenir o câncer de pele e o envelhecimento precoce do órgão, além de evitar queimaduras causadas pelo sol.</p>
<h2>O uso do repelente para as crianças</h2>
<p>Bebês com até 6 meses de vida não podem usar repelentes na pele. O <a href="https://maricemello.com.br/blog/repelente-em-bebes-pode-ou-nao-pode-usar/">uso de repelentes</a> só está indicado a partir dos 6 meses, até lá, os pais podem investir em prevenção. Algumas recomendações de como proteger o bebê dos mosquitos são:</p>
<ul>
<li>usar mosquiteiros com poros que contenham, no máximo, 1,5 milímetros (alguns já contêm até inseticida);</li>
<li>colocar telas de proteção em portas e janelas (algumas também já contêm inseticida);</li>
<li>manter ambientes fechados bem refrigerados no verão;</li>
<li>manter as portas e janelas que não possuam tela de proteção fechadas no fim da tarde (hora em que os mosquitos costumam entrar nas residências);</li>
<li>vestir o bebê com roupas claras (as coloridas atraem a atenção dos mosquitos);</li>
<li>usar repelentes elétricos, prestando atenção à forma correta de usá-los: ligá-los quando o bebê não estiver no quarto, em uma tomada que seja longe do berço ou da cama e próxima da porta, que deve permanecer aberta.</li>
</ul>
<p>Os princípios ativos dos repelentes recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) são:</p>
<ul>
<li><strong>Icaridina:</strong> com duração de proteção de até 10 horas, pode ser usado por crianças a partir de 6 meses.</li>
<li><strong>DEET:</strong> repelentes a base de dietiltoluamida não devem ser utilizados em crianças menores de 2 anos. Para crianças entre 2 e 12 anos, a concentração do princípio ativo deve ser de, no máximo, 10% e o número de aplicações não deve ser maior do que três vezes por dia. Dura apenas duas horas.</li>
<li><strong>IR 3535 30%:</strong> o uso do composto é permitido pela Anvisa para crianças acima de 6 meses. O período de proteção é de até 4 horas.</li>
</ul>
<p>Existem ainda os repelentes naturais, no entanto, como são altamente voláteis e seu efeito costuma ser de curta duração, não garantem proteção adequada ao Aedes aegypti, devendo ser evitados.</p>
<h2>Dicas para aplicar os repelentes</h2>
<ul>
<li>Procure vestir roupas brancas nas crianças, pois roupas coloridas atraem os insetos, assim como perfumes.</li>
<li>Não se deve utilizar produtos combinados com filtros solares. O filtro solar costuma ser reaplicado com uma frequência maior e os repelentes não devem ser aplicados mais do que três vezes ao dia em crianças.</li>
<li>O suor atrai os insetos.</li>
<li>Não durma com repelente no corpo.</li>
<li>Mantenha os repelentes fora do alcance de crianças e não permita sua autoaplicação.</li>
<li>Evite o uso próximo a mucosas (boca, nariz, olhos, genitais), na pele irritada ou ferida.</li>
<li>Evite aplicação nas mãos das crianças e por baixo das roupas. Sempre lave as mãos após aplicar o produto.</li>
<li>Use quantidade suficiente para recobrir a pele exposta e evite reaplicações frequentes.</li>
</ul>
<h2>Cuide o ano inteiro da pele do seu filho</h2>
<p>A pele é o maior órgão do nosso corpo e nos protege de todas as agressões do meio externo. Alguns cuidados com a pele das crianças no verão, ao serem adotados no dia a dia, podem ajudar a manter a pele dos nossos pequenos sempre saudável, durante todas as estações.</p>
<p>O banho da criança deve ser sempre rápido (10 a 15 minutos), morno e com pouco sabonete. Procure usar os que são neutros ou glicerinados, de linhas infantis hipoalergênicas.</p>
<p>Vista sempre roupas de algodão nas crianças. Os tecidos sintéticos que não deixam a pele transpirar.</p>
<p>Não agasalhe seu filho em excesso, mesmo no inverno. Mantenha o quarto aquecido e diminua a quantidade de roupas para dormir, assim as crianças dormem melhor.</p>
<p>Não use amaciante para lavar as roupas das crianças. O amaciante pode provocar alergias respiratórias e na pele.</p>
<p>Caso a criança tenha uma pele mais ressecada, hidrate sempre após o banho. Procure usar <a href="https://maricemello.com.br/blog/quando-usar-creme-hidratante-na-crianca/" target="_blank" rel="noopener">hidratantes</a> dermatológicos adequados para cada idade e tipo de pele.</p>
<p>Nossa alimentação também reflete na saúde da pele. Ofereça alimentos que sejam o mais natural possível. Evite os industrializados, que são ricos em conservantes e corantes.</p>
<p>E tenha sempre em mãos um filtro solar. Toda a família deve aplicar o protetor nas áreas expostas antes de sair de casa para mais um dia de escola e trabalho.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dermatite atópica tem cura?</title>
		<link>https://maricemello.com.br/blog/dermatite-atopica-tem-cura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Marice Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 May 2017 11:58:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[alergia]]></category>
		<category><![CDATA[alergia alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[bebê]]></category>
		<category><![CDATA[coceira]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[dermatite atópica]]></category>
		<category><![CDATA[problemas de pele]]></category>
		<category><![CDATA[tratamentos para a pele]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dermatite atópica tem cura? Antes de mais nada, é preciso entender como surge a doença e de que forma ela afeta a pele de crianças, adolescentes e adultos. Em resumo, a dermatite atópica, também chamada de eczema atópico, é uma...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dermatite atópica tem cura</strong>? Antes de mais nada, é preciso entender como surge a doença e de que forma ela afeta a pele de crianças, adolescentes e adultos.</p>
<p>Em resumo, a dermatite atópica, também chamada de eczema atópico, é uma doença de pele muito comum, caracterizada por vermelhidão, inflamação, <a href="https://maricemello.com.br/blog/pele-seca-em-criancas-alguns-cuidados-sao-essenciais-para-nao-agravar-o-problema/" target="_blank" rel="noopener">ressecamento</a> e coceira. Afeta, principalmente, as crianças. Cerca de metade das pessoas diagnosticadas com dermatite atópica apresenta os primeiros sintomas aos seis meses de vida. A fase mais crônica ocorre até os cinco anos de idade.</p>
<p>A pele é a primeira barreira do sistema imunológico. É o órgão que tem o maior contato com o meio externo e, portanto, o que sofre as maiores agressões. Qualquer alteração nessa barreira propicia o surgimento de doenças, como a dermatite atópica.</p>
<p>A condição ocorre, com maior frequência, em pessoas que possuem uma alteração no gene da filagrina, uma proteína que aumenta a adesão entre as células epiteliais. Quando há falha nesse sistema de barreira, a cútis fica mais suscetível ao contato com substâncias externas, que podem provocar reações na pele.</p>
<p>Além disso, sem a ação da filagrina, o tecido cutâneo tende a perder água mais facilmente. Então, quanto mais quente o ambiente estiver, maior será o ressecamento. A pele, quando ressecada, coça muito. A cena de uma criança se coçando, inclusive enquanto dorme, repete-se constantemente, caso ela sofra de dermatite atópica e a doença não esteja sendo tratada.</p>
<p>Grandes vilões, em caso de dermatite atópica, são as bactérias e as infecções de pele oportunistas. Os <a href="http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/rede_rm/cursos/rm_controle/opas_web/modulo3/gramp_staphylo.htm" target="_blank" rel="noopener"><em>Staphylococcus aureus</em></a> são um dos micro-organismos que se aproveitam do defeito na barreira cutânea para penetrar profundamente nela. Por isso, são considerados um dos maiores desencadeantes da doença.</p>
<p>No corpo, essas bactérias ligam-se à imunoglobulina E (IgE), um anticorpo relacionado à imunidade que é produzido em maior quantidade na tentativa de proteger o organismo. Essa reação ocorre cada vez que a pele tem contato com algo que a irrita. Por isso, as crises de dermatite atópica se tornam recorrentes.</p>
<p>Como a imunoglobulina E permanece no sistema, mesmo após os sintomas terem desaparecido, ela é considerada um importante indicador de dermatite atópica. O anticorpo pode ser identificado no sangue por meio de um exame e o resultado permite distinguir as diferentes substâncias associadas à doença.</p>
<h2>É possível afirmar que a dermatite atópica tem cura?</h2>
<p>Muitas pessoas confundem-se e acreditam na ideia de que a dermatite atópica tem cura porque a doença é cíclica, ou seja, os sintomas surgem de tempos em tempos, quando a pele entra em contato com o que provoca as crises. Nesse intervalo, os indícios permanecem controlados. Como não há coceira, nem vermelhidão, presume-se que a doença tenha sido curada.</p>
<p>No entanto, a dermatite atópica é uma reação da pele, provocada por agentes externos, que não tem cura, mas que pode ser contida com o uso de medicamentos para diminuir a coceira e a irritação.</p>
<h2>Em quais partes da pele aparecem os sintomas da doença?</h2>
<p>Em bebês, a dermatite atópica, geralmente, inicia com áreas irritadas e ressecadas nas bochechas e ao redor da boca. Em crianças maiores, as lesões se localizam, principalmente, nos braços e pernas, sempre acompanhadas de coceira. Em adolescentes, as feridas são mais frequentes nos joelhos, cotovelos, mãos, pés e ao redor dos olhos.</p>
<p>Em algumas crianças, é possível identificar, facilmente, os fatores que desencadeiam as lesões e a coceira características da dermatite atópica, enquanto em outras, nenhuma causa consegue ser especificada. Além disso, esses fatores podem mudar ao longo dos anos.</p>
<p>Por isso, é fundamental que seja identificado o que suscita as crises. Uma forma de fazê-lo é anotar tudo o que foi feito e utilizado no dia anterior ao aparecimento da dermatite e observar se uma nova crise acontece quando se repete o uso de alguma das substâncias.</p>
<h2>Causas da dermatite atópica</h2>
<p>A pele de quem tem dermatite atópica é mais sensível e pode ficar irritada a partir do contato com diversos agentes, como:</p>
<ul>
<li>ácaros;</li>
<li>poeira;</li>
<li>perfumes;</li>
<li>plantas;</li>
<li>pelos de animais;</li>
<li>alergia ao pólen das flores;</li>
<li>mofo;</li>
<li>animais;</li>
<li>materiais ásperos;</li>
<li>loções e/ou sabonetes;</li>
<li>produtos de limpeza;</li>
<li>roupas de lã;</li>
<li>tecido sintético;</li>
<li>baixa umidade do ar;</li>
<li>calor e transpiração;</li>
<li>estresse emocional</li>
<li>certos alimentos;</li>
<li>fumaça de tabaco;</li>
<li>banhos excessivos sem hidratação;</li>
<li>utilização de amaciante na lavagem de roupas.</li>
</ul>
<p>A dermatite atópica é causada por uma combinação de fatores genéticos e ambientais. As circunstâncias genéticas estão relacionadas às proteínas que formam a barreira da pele (sobre as quais já falamos no início do artigo).</p>
<p>Quando essa barreira está danificada, a pele perde hidratação mais facilmente, tornando-se mais seca, irritável e hipersensível. Além disso, também fica mais propensa a infecções por bactérias, vírus e fungos.</p>
<p>O sistema de defesa da pele acometida pela dermatite atópica reage, ainda, de forma diferente aos fatores do ambiente. Quadros de rinite alérgica e asma podem estar presentes com maior frequência em indivíduos com a doença. Algumas crianças também apresentam alergia alimentar.</p>
<p>Existem exames de alergia que podem ser solicitados para auxiliar na descoberta dos fatores alergênicos de cada pessoa com dermatite atópica.</p>
<h2>Tratamento para dermatite atópica</h2>
<p>O tratamento da dermatite atópica tem por objetivo prevenir o ressecamento da pele, tratar as feridas, minimizar a coceira e evitar os fatores ambientais desencadeantes das crises.</p>
<p>A principal maneira de melhorar os sintomas da dermatite atópica é a hidratação da pele. Para isso, deve-se utilizar óleos ou cremes hidratantes após o banho e evitar banhos muito quentes e prolongados.</p>
<p>Esses cuidados devem começar na infância e continuar na vida adulta. A doença pode surgir em diferentes graus, que variam entre o suave e o muito grave. Por isso, os pais e a criança devem, sempre, seguir as recomendações do médico. Qualquer atitude diferente das que tenham sido sugeridas pelo dermatopediatra pode provocar o surgimento de uma nova crise.</p>
<p>Os sintomas devem desaparecer, progressivamente, a partir do segundo dia de tratamento. Caso eles se agravem ou a melhora não ocorra conforme o esperado em um período de até sete dias, o indicado é procurar a orientação do especialista.</p>
<p>A aplicação terapêutica de raios ultravioleta e o uso de bandagens úmidas são, também, algumas formas de tratar a dermatite atópica. Para solucionar as feridas na pele, são utilizados anti-inflamatórios tópicos, que devem ser prescritos pelo dermatopediatra.</p>
<p>Um antialérgico pode ser associado aos demais cuidados para melhorar o sono durante os períodos de crise. À noite, a coceira costuma ser mais intensa.</p>
<p>Um paciente com dermatite atópica grave exige acompanhamento constante e, algumas vezes, a utilização de medicamentos mais específicos para controle da doença.</p>
<h2>Dicas para controlar os sintomas da dermatite atópica</h2>
<h3>Evitar, ao máximo, coçar a pele</h3>
<p>As crianças, principalmente, sentem muita coceira e as áreas afetadas soltam uma espécie de líquido, em uma fase da doença caracterizada pelo espessamento da pele. Neste caso, coçar a área só piora as coisas. Quanto mais a criança coloca as mãos no local, mais machucada fica a pele, o que causa mais coceira e cria um círculo vicioso difícil de ser quebrado.</p>
<p>Além disso, infecções oportunistas podem aparecer em decorrência das lesões, o que agrava ainda mais a situação. Ensinar disciplina e autocontrole às crianças é fundamental.  E é imprescindível manter as unhas sempre aparadas.</p>
<h3>Muita precaução durante as estações do ano</h3>
<p>O frio ou o calor podem piorar ou desencadear as crises de dermatite atópica. É recomendável, portanto, fazer o possível para manter a temperatura amena em casa. No inverno, o quadro piora porque a pele tende a ficar mais ressecada e os banhos são mais demorados, com a água em uma temperatura mais elevada. Por isso, é necessário redobrar os cuidados e a hidratação nesse período. E, na hora de proteger as crianças do frio, é preferível utilizar roupas de algodão.</p>
<p>O verão também exige atenção, já que as crianças transpiram mais e o suor facilita o ressecamento da pele. Além disso, o próprio ar condicionado contribui para a secura. A hidratação continua indispensável, especialmente quando os pequenos brincam no mar ou na piscina. Banhos de sol são bem-vindos, mas sem exageros e com protetor solar.</p>
<h3>Dê atenção aos estresses emocionais</h3>
<p>A dermatite atópica também causa feridas psicológicas. E o estresse é um desencadeador da doença. É fundamental que os pais conversem com os professores e diretores do colégio do(a) filho(a), explicando a situação. Isso ajudará aos mestres a minimizar o estresse causado pela doença. Não é raro que haja preconceito das outras crianças, que pensam que a doença é contagiosa.</p>
<p>Professores e alunos precisam se conscientizar de que essa é uma visão equivocada e impedir brincadeiras que estigmatizam a criança que tem dermatite atópica. Assim, ela não precisará mascarar seu problema sempre se vestindo com roupas de manga comprida.</p>
<h3>Siga o tratamento à risca</h3>
<p>Só com a ajuda de um dermatopediatra é possível controlar e entender que a dermatite atópica tem cura. E deve haver comprometimento de toda a família no tratamento. É necessário seguir as recomendações do especialista, que podem incluir:</p>
<ul>
<li>a retirada de “bichinhos” de pelúcia do convívio com a criança;</li>
<li>conservar o quarto do pequeno arejado;</li>
<li>aderir às pomadas, comprimidos, e todos os medicamentos prescritos.</li>
</ul>
<p>Quando a autoestima da criança está comprometida, a psicoterapia pode ser uma alternativa para resgatá-la.</p>
<h3>Evitar alguns alimentos</h3>
<p>Assim como algumas crianças têm alergia à proteína do leite, outros alimentos podem desencadear o aparecimento de lesões na pele. Enlatados, ovos, cítricos, chocolates, alguns corantes, conservantes e hormônios lideram a lista de desencadeadores. Caso haja suspeita, pode-se solicitar exames de sangue e testes de contato para descobrir se a criança é alérgica a determinados alimentos.</p>
<h3>Tenha plena consciência do problema</h3>
<p>A dermatite atópica tem cura. Mas, na medida em que a criança cresce, é essencial que ela assuma a responsabilidade com os cuidados diante da doença. Os pais devem explicar, sempre que possível, o que é a dermatite atópica e ensinar, desde cedo, as medidas que ajudam a evitar as crises. Caso as crianças tenham consciência, por exemplo, de que um banho com água morna e um bom hidratante amenizam os sintomas, irão se sentir mais seguros para tratá-la e aproveitar as atividades do dia a dia.</p>
<p>A seguir, conheça outras dicas para controlar as crises de dermatite atópica:</p>
<ul>
<li>o banho da criança tem de ser rápido. Não deve durar mais do que cinco minutos.</li>
<li>Higienizar o corpo somente uma vez ao dia.</li>
<li>A temperatura da água deve ser baixa, pois quanto mais quente estiver, mais a pele perderá hidratação.</li>
<li>Usar emolientes durante o banho (óleos que ajudam a pele a manter o pH próximo ao natural e a protegem de agressões externas).</li>
<li>Não usar esponjas, mas, sim, as próprias mãos.</li>
<li>Usar sabonete neutro.</li>
<li>Depois do banho, secar a pele com delicadeza, sem esfregar a toalha.</li>
<li>No máximo três minutos após o banho, aplicar, em todo o corpo, o hidratante indicado pelo dermatopediatra.</li>
<li>Evitar o contato da pele com detergentes, cosméticos coloridos e perfumados, produtos de limpeza, bijuterias e qualquer outro agente irritante.</li>
<li>Caso os hidratantes causem ardência devido à maior sensibilidade da pele, pode-se usar vaselina semi-sólida ou líquida no lugar do creme.</li>
<li>Aplicar protetor solar sempre que for à piscina e, quando sair da água, secar a pele com a toalha e aplicar o creme hidratante imediatamente.</li>
<li>Evitar usar amaciantes para lavar as roupas.</li>
<li>A aplicação de compressas frias pode ajudar a aliviar a coceira.</li>
</ul>
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		<title>Quando usar creme hidratante na criança?</title>
		<link>https://maricemello.com.br/blog/quando-usar-creme-hidratante-na-crianca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Marice Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2017 10:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[bebê]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[pele]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitas marcas de cosméticos comercializam kits para bebês que contêm vários produtos: óleo vegetal para higiene, perfume, loção hidratante, entre outros. Esse tipo de presente é um dos primeiros a chegar sempre que uma mulher engravida. É delicado e representa...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Muitas marcas de cosméticos comercializam kits para bebês que contêm vários produtos: óleo vegetal para higiene, perfume, loção hidratante, entre outros. Esse tipo de presente é um dos primeiros a chegar sempre que uma mulher engravida. É delicado e representa uma demonstração de carinho, mas há uma questão prática a ser discutida sobre isso: a pele do bebê realmente precisa desses produtos?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos pais não sabem quando usar creme hidratante na criança e, muito menos, que a pele delicada dos bebês pode apresentar reações aos componentes da fórmula do produto. É por este motivo que a recomendação de todos os pediatras é: os pais devem sempre questionar o médico da criança a respeito do que fazer em cada situação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os produtos mais comercialmente conhecidos têm embalagens bonitas, são cheirosos e fabricados com o objetivo de minimizar possíveis agressões à pele das crianças, mas nem sempre são efetivos e as protegem como devem. Por isso, o melhor, mesmo, é seguir a indicação do pediatra.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Indicações de quando usar creme hidratante na criança</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O médico pode ser questionado sobre quando usar creme hidratante na criança já na primeira consulta de rotina. Ela serve, justamente, para sanar as primeiras dúvidas dos pais, além de observar o desenvolvimento do bebê nos primeiros dias de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há pediatras que indicam o uso do creme hidratante nos bebês a partir dos primeiros meses. Outros orientam os pais a somente usar o produto quando perceberem que a criança apresenta sinais de ressecamento da pele ou de </span><a href="https://maricemello.com.br/blog/perguntas-e-respostas-sobre-dermatite-atopica/"><span style="font-weight: 400;">dermatite atópica</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambas as abordagens são corretas, pois o pediatra avalia e recomenda o que é melhor para cada criança e cada família. Até porque, diferente do </span><a href="https://maricemello.com.br/blog/repelente-em-bebes-pode-ou-nao-pode-usar/"><span style="font-weight: 400;">repelente</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do </span><a href="https://maricemello.com.br/blog/protetor-solar-para-bebes-qual-e-a-recomendacao/"><span style="font-weight: 400;">protetor solar</span></a><span style="font-weight: 400;">, que só podem ser usados pela criança após completar seis meses de vida, não existe uma idade mínima para iniciar o uso do creme hidratante. No geral, a recomendação pode ser a de aplicar o produto na pele do bebê antes mesmo dos seis meses.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Realmente, cabe aos pais e ao pediatra monitorar o desenvolvimento da pele do bebê e, posteriormente, da criança, para optar ou indicar o uso do creme hidratante. Às vezes, o sabonete e a água quente do banho são suficientes para provocar o ressecamento da pele dos bebês e das crianças, tornando necessário o uso de um hidratante para que possa se recuperar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em qualquer caso, o importante é usar o produto certo, ou seja, um que seja específico para a idade, hipoalergênico, com menos corantes na fórmula e sem perfume, para evitar possíveis alergias e irritações.</span></p>
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		<title>Por que a incidência do câncer de pele está aumentando?</title>
		<link>https://maricemello.com.br/blog/por-que-a-incidencia-do-cancer-de-pele-esta-aumentando/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Marice Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Apr 2016 12:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[bebê]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de pele]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[protetor solar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A melhor maneira de se proteger contra o câncer de pele é usar diariamente o filtro solar com fator mínimo de proteção 15. É importante evitar os períodos de maior incidência solar (das 10 às 16h) e usar chapéu para...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A melhor maneira de se proteger contra o câncer de pele é usar diariamente o filtro solar com fator mínimo de proteção 15. É importante evitar os períodos de maior incidência solar (das 10 às 16h) e usar chapéu para aumentar a proteção da pele contra os raios ultravioletas.</p>
<p>No dia a dia, o filtro solar deve ser aplicado no período da manhã e da tarde. Quando estamos na praia, piscina ou passando o dia ao ar livre, o filtro solar deve ser reaplicado a cada duas horas em todas as áreas da pele expostas ao sol.<br />
O câncer de pele é raro na criança, sendo mais prevalente na fase adulta, mas o acúmulo da exposição solar na infância influencia no aparecimento ou não do câncer de pele no adulto.</p>
<p>Na infância estamos sempre na rua, no parque, expostos a radiação solar por muito mais horas. Acredita-se que nessa época a exposição solar equivale a 80% da que seremos expostos durante toda a vida.</p>
<p>Além do sol, as câmeras de bronzeamento artificial também podem ter o mesmo efeito no aumento do número de casos de câncer de pele. O melhor é evitar o uso desse procedimento.</p>
<p>Em entrevista recente, o Dr Sanjiv Agarwala, um dos maiores estudiosos de melanoma &#8211; o câncer de pele mais agressivo &#8211; no mundo, apontou algumas mudanças no estilo de vida das pessoas como uma das razões para o aumento nos casos de câncer de pele, além da destruição da camada de ozônio, que diminui a proteção da entrada dos raios UVA e UVB em nosso planeta.</p>
<h2>Fatores que contribuem para elevar a incidência do câncer de pele</h2>
<p>Hoje, as pessoas ficam muito tempo em ambientes fechados, no trabalho e em casa, e frequentam as praias e piscinas poucas vezes no ano. Consequentemente, quase não se expõem ao sol. Isso faz da nossa pele um órgão menos resistente à exposição solar.</p>
<p>Ao contrário do que se pensa, não é a exposição crônica, diária ao sol (com cuidado, sem queimar a pele) a grande vilã do câncer de pele, e sim a exposição ocasional. E além da menor exposição ao sol a que nos submetemos nos dias de hoje, as roupas que utilizamos na praia e na piscina são mais curtas, cobrem menos o corpo, o que significa manter o corpo mais exposto ao sol.</p>
<p>Os pais e cuidadores das crianças, hoje, devem lembrar de usar todos os dias o filtro solar nas áreas expostas à luz do sol, a partir dos seis meses de vida para ter uma geração de adultos com uma pele mais saudável e, quem sabe, uma diminuição da incidência do câncer de pele no futuro.</p>
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		<title>Protetor solar para bebês: qual é a recomendação?</title>
		<link>https://maricemello.com.br/blog/protetor-solar-para-bebes-qual-e-a-recomendacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Marice Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Feb 2016 18:15:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[bebê]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
		<category><![CDATA[piscina]]></category>
		<category><![CDATA[praia]]></category>
		<category><![CDATA[protetor solar]]></category>
		<category><![CDATA[sol]]></category>
		<category><![CDATA[verão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O verão é uma estação que uns amam e outros, querem que passe logo para o inverno chegar rápido. Caso você seja das pessoas que amam a estação e quer que a família desfrute dela com você, ótimo. Família que...</p>
<p>O post <a href="https://maricemello.com.br/blog/protetor-solar-para-bebes-qual-e-a-recomendacao/">Protetor solar para bebês: qual é a recomendação?</a> apareceu primeiro em <a href="https://maricemello.com.br">Dra. Marice El Achkar Mello - Dermatologia Pediátrica em Florianópolis</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O verão é uma estação que uns amam e outros, querem que passe logo para o inverno chegar rápido. Caso você seja das pessoas que amam a estação e quer que a família desfrute dela com você, ótimo. Família que se diverte unida, permanece unida. É salutar e, principalmente, essencial para o desenvolvimento dos pequenos um ambiente familiar saudável. Só lembre-se de que alguns cuidados são importantes para a diversão não virar dor de cabeça. O mais importante deles é o uso do protetor solar.</p>
<p>O produto protege a pele dos efeitos nocivos da radiação solar e deve ser usado por toda a família. A única exceção é em relação aos bebês. Eles são pequenos seres humanos que têm as mesmas sensações dos adultos, porém, ainda estão em formação. O que quero dizer  com isso é que se nós, adultos, achamos que o contato da pele com o sol está difícil de suportar devido às altas temperaturas, os bebês também têm essa percepção, no entanto, com uma diferença. A pele deles ainda está ‘amadurecendo’, por assim dizer, e precisa ser cuidada com muita atenção.</p>
<h2>Atenção ao usar protetor solar para bebês</h2>
<p>Para começar, o período ideal de exposição ao sol não deve ser ignorado. Ele foi estipulado por um motivo e precisa ser respeitado. Antes das 10h e após às 16h a incidência de raios ultravioletas é menos prejudicial à saúde. Por isso, deve-se evitar os demais períodos do dia e ir à praia, piscina e parques somente no espaço de tempo recomendado, com a pele protegida.</p>
<p>O uso do protetor solar para bebês está liberado após a criança completar seis meses de vida. Ou seja, em bebês de 0 até 5 meses e 29 dias não deve ser aplicado o produto. Nesta idade, o melhor, até, é evitar expô-los ao sol por muito tempo e, ao fazê-lo, usar métodos mecânicos de proteção, como:</p>
<p>&#8211; um guarda-sol para mantê-lo na sombra sempre que possível;</p>
<p>&#8211; roupas, lançando mão das brancas;</p>
<p>&#8211; chapéu, para proteger a cabeça e o pescoço.</p>
<h2>Qual protetor solar é o mais indicado</h2>
<p>A pele dos bebês é sensível e algumas substâncias podem causar irritação. Então, certifique-se de que irá usar o produto mais indicado para o seu filho consultando um dermatologista pediátrico. Há protetores solares específicos para crianças, que levam em consideração também a idade delas. E mesmo que o escolhido para usar no bebê seja o que o médico sugeriu, faça um teste antes de sair de casa. Espalhe um pouco do produto em uma parte do braço ou da perna, por exemplo, e observe se ocorrerá alguma reação. Suspenda o uso e volte ao pediatra caso perceba alterações na pele. Do contrário, use sem medo.</p>
<p>O protetor solar ideal é aquele que bloqueia tanto os raios UVA como os UVB. Para crianças, o Fator de Proteção Solar (FPS) mínimo é 30. E o produto deve ser usado mesmo nos dias nublados e aplicado cerca de 30 minutos antes de ocorrer a exposição ao sol. Também lembre de:</p>
<ul>
<li>aplicar o protetor solar para bebês com generosidade. A quantidade precisar ser a suficiente para cobrir toda a pele.</li>
<li>reaplicar a cada duas horas.</li>
<li>passar novamente o protetor solar sempre que a criança suar muito ou entrar na água, mesmo que conste no rótulo que o produto é à prova d’água.</li>
</ul>
<p>Habituar as crianças a usar o protetor solar contribui para que tenham uma vida mais saudável, já que a utilização do produto é uma forma de prevenir o câncer de pele e o envelhecimento precoce do órgão, além de <a href="https://maricemello.com.br/blog/chegou-o-verao-voce-sabe-como-proteger-a-pele-do-seu-filho-e-evitar-queimaduras/" target="_blank">evitar queimaduras causadas pelo sol</a>.</p>
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		<title>Desenvolvimento infantil: o que o hábito da leitura tem a ver com isso?</title>
		<link>https://maricemello.com.br/blog/desenvolvimento-infantil-o-que-o-habito-da-leitura-tem-a-ver-com-isso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Marice Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Feb 2016 13:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[bebê]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento da fala]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[leitura na infância]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há uma citação que diz que “ler é viajar sem sair do lugar, voar sem ter asas, caminhar sem tirar os pés do chão, sonhar acordado, navegar em um mar de palavras, soltando a imaginação …”. Para as crianças, ler...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma citação que diz que “ler é viajar sem sair do lugar, voar sem ter asas, caminhar sem tirar os pés do chão, sonhar acordado, navegar em um mar de palavras, soltando a imaginação …”. Para as crianças, ler é isso tudo e muito mais. É uma maneira de desenvolver de forma plena habilidades como pensar, falar e aprender, e fortalecer o vínculo com os pais.</p>
<p>Considerando todos os benefícios da leitura na infância, a <a href="https://www.sbp.com.br/" target="_blank">Sociedade Brasileira de Pediatria</a>, em parceria com a <a href="http://www.fundacaoitausocial.org.br/" target="_blank">Fundação Itaú Social</a> e a <a href="http://www.fmcsv.org.br/pt-br/Paginas/default.aspx" target="_blank">Fundação Maria Cecília Souto Vidigal</a>, realiza a Campanha <a href="http://www.sbp.com.br/campanhas/em-andamento/receite-um-livro/" target="_blank">Receite um Livro</a>, para motivar a leitura parental para – e com – as crianças como forma de promover o desenvolvimento infantil integral.</p>
<h2>Porque estimular o hábito da leitura é tão importante</h2>
<p>A leitura é um dos principais estímulos que pais e cuidadores podem oferecer à criança desde a gestação até os 6 anos, período em que a formação de conexões cerebrais é mais propícia. Ela é tão importante que se tornou uma recomendação médica no exterior e no Brasil.</p>
<p>Ler para uma criança colabora com o desenvolvimento da linguagem oral e escrita, faz com que ela compreenda a dinâmica do mundo das palavras, associe imagens a textos e vice-versa, e oferece muitos outros benefícios:</p>
<ul>
<li>desenvolve a atenção, a concentração, o vocabulário, a memória e o raciocínio;</li>
<li>estimula a curiosidade, a imaginação e a criatividade;</li>
<li>ajuda a criança a perceber e a lidar com os sentimentos e as emoções;</li>
<li>auxilia no desenvolvimento da empatia (a capacidade de colocar-se no lugar do outro);</li>
<li>ajuda a minimizar problemas comportamentais, como agressividade, hiperatividade e comportamento arredio;</li>
<li>auxilia na boa qualidade do sono.</li>
</ul>
<h2>Senta que lá vem história</h2>
<p>O melhor jeito de começar a promover o relacionamento do bebê com os livros e, consequentemente, a leitura é contar histórias para ele ainda na gravidez. É na gestação que o cérebro começa a se desenvolver dentro do útero, assim como as conexões neuronais, e a criança começa a ter as primeiras sensações.</p>
<p>Depois que ela nasce, esse hábito deve ser mantido e incluso na rotina diária, da mesma forma que comer e tomar banho. Os textos não precisam ser longos. Pelo contrário, podem ser pequenos, desde que sejam lidos todos os dias. É preferível, a ler um livro hoje e outro daqui a uma semana.</p>
<p>Já pensou que legal fazer da leitura um momento em família? Os pais podem aproveitar para resgatar os  livros, histórias, canções, jogos e brincadeiras prediletas da sua infância e compartilhar ainda mais histórias. Então, livre-se das preocupações, revire o baú &#8211; ou a livraria &#8211; e curta o instante. Mais tarde, vocês terão muitas histórias de família para contar juntos!</p>
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