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Principais alergias do verão: dermatite atópica, urticária e dermatite de contato

04/11/2018

Dermatite atópica, urticária e dermatite de contato são as alergias do verão que mais afetam a pele. Além delas, as picadas de inseto também podem desencadear em quadros alérgicos.

O calor, a exposição ao sol e o contato com areia são os fatores ambientais que mais desencadeiam os sintomas relacionados às alergias, que vão desde coceira e  irritações  até inflamações na pele.

Vamos conhecer algumas dicas para cuidar da pele das crianças durante essa época do ano?

Como se proteger das principais alergias do verão?

A estação mais quente do ano sempre sugere a vontade de se refrescar. Banho de chuveiro, de piscina, de mar ou de banheira: o intuito é amenizar a sensação de calor.

Entretanto, durante o verão, é importante que os cuidados para a pele sejam intensificados, a fim de evitar que as alergias e outros problemas dermatológicos apareçam.

Preparamos dicas importantes para você cuidar da sua criança durante o verão e evitar o aparecimento das principais alergias dessa época do ano: dermatite de contato, dermatite atópica, urticária e a alergia às picadas de inseto. Confira:

Dermatite atópica

A dermatite atópica é a principal doença tratada pela dermatologia infantil. Consiste em uma doença crônica e tem origem hereditária.

A dermatite atópica se dá por um processo inflamatório da pele, que tende a melhorar e alterar com outros períodos de piora. Esses intervalos podem variar de meses até anos, entre uma crise e outra. No entanto, quanto mais grave for o quadro da coceira e das feridas, menor será esse tempo de manifestação aguda do problema.

A dermatite atópica deixa a pele seca, com áreas avermelhadas. O aparecimento da doença pode se agravar por meio de:

  • banhos demorados e/ou com água muito quente;
  • uso de sabonete e cosméticos em excesso;
  • uso de roupas sintéticas;
  • períodos de intenso suor;
  • temperatura fria;
  • uso de amaciantes de roupas;
  • alimentação com muitos corantes e conservantes.

A boa notícia é que, com prevenção, a manifestação da doença pode ser evitada. Saiba como abaixo.

Como prevenir?

É preciso evitar ou reduzir a exposição e/ou o contato com os fatores desencadeantes para prevenir a dermatite atópica, ou seja:

  • deve-se hidratar a pele todos os dias após o banho, que deve ser curto (dez minutos, no máximo) e com água fria ou morna;
  • o sabonete deve ser utilizado somente para limpar as axilas, a região genital, as mãos e os pés;
  • utilizar protetor solar é outra medida de cuidado com a pele para proteção da dermatite atópica.

Cultive esse hábito desde cedo nas crianças. Ensine a importância desses cuidados que, naturalmente, passam a fazer parte da rotina antes da diversão.

Dermatite de contato

Algumas substâncias podem provocar a dermatite de contato, caracterizada por uma irritação na pele que surge depois da exposição a um produto que contenha algum composto químico que não é bem aceito pelo corpo. Além da irritação, a doença também causa coceira e vermelhidão.

Como prevenir?

Para prevenir possíveis dermatites de contato é necessário identificar o agente desencadeante da dermatite. Outras medidas importantes são:

  • usar produtos hipoalergênicos;
  • lavar bem as mãos após a exposição a substâncias que levam a possíveis irritações;
  • para exposições maiores às causas da alergia, é fundamental fazer uso de vestimentas adequadas como luvas, uniformes e calçados.

hidratação da pele e do organismo pode atuar como prevenção da dermatite de contato.

Eventualmente, podem ser prescritos alguns medicamentos pela dermatopediatra para tratar os sintomas principais, como coceira e vermelhidão.

Urticária

A urticária se caracteriza por uma irritação na pele, desencadeada por lesões avermelhadas e com leve inchaço, ao que chamamos de vergões. As urticárias podem aparecer em qualquer área do corpo e tendem a surgir como surtos.

Esse é um problema que ainda pode aparecer de forma crônica ou aguda. A urticária crônica se dá quando os sintomas duram por seis semanas ou mais, enquanto que a urticária aguda consiste em sintomas que desaparecem em menos de seis semanas.

Além disso, a urticária pode se classificar em:

  • urticária espontânea ou urticária idiopática: quando não há uma causa identificada para o problema;
  • urticária induzida: nesse caso há um fator identificado como causa da doença, como infecções, alimentos, drogas e estímulos físicos, como calor, sol, água, pressão e temperaturas baixas.

Como prevenir?

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a urticária é uma das alergias de verão que atinge de 15 a 20% da população, pelo menos em algum momento da vida.

Primeiramente, a melhor maneira de prevenir-se da urticária é se afastar do que está causando a alergia, quando isso for possível. Entretanto, mesmo que a urticária ainda tenha uma causa desconhecida, ainda é possível preveni-la de algumas maneiras:

  • evitar altas temperaturas;
  • amenizar o estresse;
  • adotar uma dieta alimentar reduzida em: corantes, conservantes, enlatados, refrigerantes, sucos artificiais;
  • usar repelentes para insetos.

Alergias a picadas de inseto também são comuns no verão

Com a chegada do verão, as crianças brincam mais ao ar livre e com menos roupas do que são acostumadas a usar. Essa época do ano também favorece o aparecimento de mais insetos e consequentemente, aumentam-se as picadas. Nesse processo, as picadas também podem se intensificar e desencadear uma reação alérgica.

Quando a criança tem alergia ao inseto, a picada fica avermelhada e coça bastante, podendo incomodar até o sono. Muitas vezes, os pais confundem a alergia de picadas com alergia alimentar. No entanto, a forma arredondada como a lesão se apresenta irá indicar se houve ou não uma reação alérgica a uma picada de inseto. É fundamental que os pais levem a criança imediatamente a um dermatopediatra, pois só um especialista poderá verificar com certeza a origem da alergia.

Com alguns cuidados preventivos, é possível prevenir alergias e outras problemas dermatológicos comuns do verão.

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