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Hemangioma: saiba o que é esse tumor benigno

Por: - Dermatologia pediátrica - CRM/SC 10414 | RQE 5948
Publicado em 26/07/2019

O hemangioma infantil é um tumor benigno que surge em forma de lesões visíveis durante o primeiro ano de vida de um bebê. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), esse é um problema que tende a acometer mais meninas do que meninos, em uma proporção de 5 para 1.

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Geralmente, o hemangioma atinge os recém nascidos prematuros, que apresentam baixo peso. Também pode acometer crianças cujas mães passaram por procedimentos invasivos durante a gestação, como a realização de biópsia de placenta ou aspiração de líquido amniótico.

Ainda que seja possível notar o aparecimento das lesões logo ao nascimento do bebê, o mais comum é que hemangioma se manifeste na vida do recém-nascido até o primeiro mês de idade da criança. Mas será que esse é um problema grave na vida dos pequenos?

Leia o artigo e entenda a melhor forma de lidar com o hemangioma, para que o problema não se agrave e, assim, seja possível evitar complicações na vida da criança.

Hemangioma: como se manifesta?

As lesões decorrentes do hemangioma podem aparecer sozinhas ou em conjunto. Geralmente, elas surgem no tronco, couro cabeludo ou no rosto dos bebês. A coloração das lesões superficiais é avermelhada, embora apresentem coloração azulada, quando encontram-se sob maior profundidade.

O hemangioma tende a surgir nos primeiros quatro meses de vida e pode apresentar uma evolução extremamente rápida na área acometida. No entanto, é importante orientar que dado um certo momento, quando não há piora do quadro, o hemangioma começa a desaparecer de forma espontânea.

Como tratar o hemangioma?

Pelo fato do hemangioma apresentar um desaparecimento espontâneo, na maioria das vezes, o tratamento não envolve procedimentos cirúrgicos e nem uso de medicamentos. Entretanto, é fundamental e indispensável que o problema seja acompanhado regularmente por um dermatopediatra, para avaliação aprofundada do quadro.

Por isso, as lesões que apresentam certa estabilidade em seu diagnóstico, ou seja, quando não prejudicam o funcionamento do órgão e não desenvolvem risco de comprometimento estético, podem ser apenas acompanhadas pelo profissional até que desapareçam completamente.

E se houver complicações?

complicação mais comum do hemangioma infantil é a ulceração, que, geralmente, se dá por meio de atrito entre ombros e joelhos, cotovelos e na região onde se faz o uso da fralda. Além disso, na região dos lábios,as lesões maiores possuem chances aumentadas de sofrer ulcerações.

Quando isso acontece, o quadro manifesta dor intensa e o risco de desenvolver infecções secundárias e sangramentos aumenta bastante. Além disso, qualquer criança que apresente mais de cinco lesões de hemangiomas devem investigar mais a fundo o problema. Nesses casos, é preciso realizar exames de imagem para identificar possíveis outras lesões em órgãos internos.

Por isso, se houver o surgimento de complicações, a abordagem terapêutica exige o uso de medicamentos, como betabloqueadores e corticoides orais, além do procedimento cirúrgico, quando necessário. De qualquer forma, o acompanhamento regular do quadro evita o agravamento do problema e a criança pode se recuperar normalmente das lesões.

Acompanhe o hemangioma de perto

Assim, quando os pais identificarem a presença de lesões no bebê, é fundamental recorrer a um dermatopediatra para acompanhar o caso de perto.

Dessa maneira, é possível cuidar do quadro e evitar a piora. É importante ressaltar que os pais devem manter a calma, pois o hemangioma é um tumor benigno. Se tratado sob vigilância e corretamente, não apresenta risco à saúde da criança.

Ainda restou dúvidas sobre o tema? Entre em contato para mais informações ou para agendar uma consulta. Ficarei muito felizes em te ajudar!

Material escrito por:
Dermatologia pediátrica - CRM/SC 10414 | RQE 5948

A Dra. Marice Mello dedica-se à pediatria desde a graduação em medicina na UFSC. A médica é especialista em pediatria, pelo Hospital Infantil Joana de Gusmão, e tem especialização em dermatologia pediátrica, pela UFPR. É membro da Society Pediatric Dermatology, da Sociedade Latino-Americana de Dermatologia Pediátrica e da Sociedade Brasileira de Pediatria.   Ver Lattes

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