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Acne em adolescentes: como prevenir e tratar

Por: - Dermatologia pediátrica - CRM/SC 10414 | RQE 5948
Publicado em 20/06/2019 - Atualizado 26/06/2019

A puberdade chega e, junto a ela, a acne em adolescentes parece ser algo inevitável. Mas qual a melhor forma de lidar com cravos e espinhas nessa etapa da vida?

Leia o artigo para compreender um pouco mais desse problema de pele que tende a deixar os adolescentes bastante incomodados e, muitas vezes, até com a autoestima baixa.

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Acne na adolescência: entenda como surge

acne consiste em um processo inflamatório das glândulas sebáceas e folículos pilossebáceos, que, popularmente, chamamos de espinhas e cravos. Na maioria das vezes, a acne surge no rosto, embora também atinja costas, ombros e peito.

Durante a adolescência, a acne tende a ser mais frequente em decorrência do estímulo dos hormônios sexuais, que passam a ser produzidos em grande quantidade. Esses hormônios são produzidos pelos ovários nas mulheres (hormônios estrógenos) e pelos testículos nos homens (hormônios andrógenos), além das glândulas suprarrenais, situadas nos rins, que realizam a produção hormonal em ambos os sexos.

É importante ressaltar que a produção dos hormônios andrógenos, responsáveis pelo funcionamento das glândulas sebáceas, se dá desde o nascimento, mas intensifica-se durante a puberdade. Por isso, quando há predisposição genética para o desenvolvimento da acne, a produção de secreção sebácea aumenta a quantidade de gordura na pele e desencadeia o surgimento de cravos e espinhas em maior quantidade.

Como identificar a acne e evitar seu agravamento?

Ao contrário do que muitos acreditam, a acne não é causada por falta de higiene da pele, embora isso possa piorar o quadro. De maneira geral, podemos classificar as seguintes manifestações da pele como sintomas da acne e seus diferentes graus de manifestação:

  • comedões (cravos);
  • pápulas (lesões arredondadas, endurecidas e eritematosas);
  • pústulas (lesões com pus);
  • cistos (lesões inflamadas que chegam até camadas profundas da pele, causam dor e costumam deixar cicatrizes);
  • nódulos (lesões inflamadas que podem destruir tecidos e também deixar cicatrizes).

Além disso, em algumas situações, o quadro da acne tende a piorar e, por isso, é importante estar atento a essas condições:

  • período menstrual;
  • alimentação inadequada – com abuso de açúcar e laticínios;
  • situações de estresse;
  • uso de corticoides e vitaminas do complexo B;
  • exposição prolongada ao sol;
  • contato com graxa, gordura ou óleos;
  • espremer os cravos e espinhas.

Acreditar que esse é um problema que vai se resolver por si só é um grande equívoco. Por isso, o ideal é procurar um dermatopediatra assim que houver a identificação dos primeiros sinais de cravos e espinhas. Não deixe o quadro piorar para que a pele do adolescente não fique permanentemente marcada.

Confira como o especialista realiza o diagnóstico e contribuirá com o tratamento adequado.

Diagnóstico e tratamento

Para diagnosticar a acne no adolescente, o dermatopediatra fará uma análise clínica do quadro, que leva em consideração a presença das lesões na face, no peito ou ombros. Assim sendo, apenas um profissional poderá avaliar o tipo de acne, assim como o seu grau de gravidade, conforme explicado no tópico anterior. Além disso, a anamnese para identificação da acne leva alguns aspectos em consideração para o diagnóstico:

  • tempo de aparecimento e duração da acne;
  • localização das lesões;
  • histórico familiar de acne e outras doenças;
  • uso de medicamentos sistêmicos e tópicos;
  • uso de cosméticos;
  • tratamentos prévios.

Por isso, é essencial tratar a acne o quanto antes para obter os melhores resultados. Os tratamentos disponíveis são diversos e variam de acordo com a gravidade e localização de cada quadro, já que quando há lesão inflamatória ou presença de cicatrizes, o tipo de tratamento muda.

As opções de tratamento para acne são tanto a terapia local, quanto a medicação por via oral ou mesmo a combinação de ambos. Outras opções, quando indicadas por um profissional qualificado, são:

  • limpeza de pele;
  • drenagem de abscessos;
  • infiltração com corticoide;
  • microdermoabrasão;
  • esfoliação e
  • peeling químicos.

É muito importante cuidar da acne no adolescente. Além do quadro se agravar e deixar cicatrizes na pele, é possível que o adolescente sinta-se bastante incomodado com a sua aparência, o que pode interferir na sua autoestima e saúde psicológica. Por isso, certifique-se de acompanhar de perto esse problema tão recorrente na puberdade.

Quer saber mais sobre como cuidar da pele do adolescente da sua casa? Confira meus outros artigos sobre o tema!

Material escrito por:
Dermatologia pediátrica - CRM/SC 10414 | RQE 5948

A Dra. Marice Mello dedica-se à pediatria desde a graduação em medicina na UFSC. A médica é especialista em pediatria, pelo Hospital Infantil Joana de Gusmão, e tem especialização em dermatologia pediátrica, pela UFPR. É membro da Society Pediatric Dermatology, da Sociedade Latino-Americana de Dermatologia Pediátrica e da Sociedade Brasileira de Pediatria.   Ver Lattes

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